Da mera ignorância para a ignorância construída

Sobre a natureza da ignorância e sua relação com a violência

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.36592/opiniaofilosofica.v14.1126

Palabras clave:

Epistemologia da ignorância, Ignorância construída, Violência

Resumen

Neste ensaio partiremos de uma discussão sobre a natureza da ignorância proposicional, tipicamente tomada apenas como mera ausência de um bem epistêmico ou de algum tipo de sucesso cognitivo e argumentaremos em favor da tese de que alguns casos de ignorância ou de relações com a ignorância não são completamente explicados apenas pelo apelo a esse tipo de definição de ignorância proposicional. Nesse sentido, mostraremos que é possível haver uma relação estrutural e ativa de produção, manutenção e alimentação de ignorância por parte da sociedade e dos sujeitos. Por fim, nós defenderemos que esta ampliação da investigação é fundamental para que a ignorância se torne um conceito importante para uma investigação sobre os aspectos sociais do conhecimento e para a sua conexão com outros conceitos como o de injustiça e o de violência epistêmicas.

Biografía del autor/a

  • Alexandre Meyer Luz, Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC

    Doutor em Filosofia pela PUCRS, Professor do Departamento de Filosofia da Universidade Federal de Santa Catarina

  • João Marcelo Saraiva, Mestre em Filosofia pela Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC

    Mestre em Filosofia pela Universidade Federal de Santa Catarina

  • Lucas Jairo Cervantes Bispo, Instituto Federal do Piauí - IFPI

    Mestre em Filosofia pela UFBA, professor do Instituto Federal do Piauí

Publicado

2023-12-14

Cómo citar

MEYER LUZ, Alexandre; SARAIVA, João Marcelo; BISPO, Lucas Jairo Cervantes. Da mera ignorância para a ignorância construída: Sobre a natureza da ignorância e sua relação com a violência. Revista Opinião Filosófica, Porto Alegre, v. 14, n. 2, p. 1–26, 2023. DOI: 10.36592/opiniaofilosofica.v14.1126. Disponível em: https://mail.opiniaofilosofica.org/index.php/opiniaofilosofica/article/view/1126.. Acesso em: 24 oct. 2026.