La dialéctica de la liberación en Hegel y Paulo Freire: una recepción crítica

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.36592/opiniaofilosofica.2026.v17.1364

Palabras clave:

Conciencia, Dialéctica, Emancipación, Humanización

Resumen

Este artículo analiza la dimensión dialéctica de la Pedagogía del Oprimido de Paulo Freire, investigando cómo la relación opresor-oprimido y la noción de concientización dialogan con la tradición dialéctica de señor y esclavo presentada en la Fenomenología del Espíritu de Hegel. El objetivo del estudio es comprender cómo Freire reelabora críticamente categorías vinculadas a la conciencia, la libertad y la emancipación humana en el contexto histórico latinoamericano. La investigación posee carácter bibliográfico y cualitativo, fundamentándose en el análisis interpretativo de la obra freireana y de comentaristas de la tradición dialéctica. Los resultados indican que Freire desplaza la dialéctica hegeliana hacia el campo de la educación popular y de la praxis emancipadora, convirtiendo la contradicción entre opresores y oprimidos en fundamento de una pedagogía humanizadora. Se concluye que Pedagogía del oprimido supera el ámbito estrictamente educativo y se afirma como una contribución relevante al debate filosófico sobre conciencia, reconocimiento y liberación humana.

Biografía del autor/a

  • Francisco Jozivan Guedes de Lima, Universidade Federal do Piauí (UFPI)

    Professor do Depto e do PPG Filosofia UFPI. Doutor em Filosofia PUCRS. Pós-Doc Filosofia Udelar (URU). Pesquisador Produtividade Cnpq. 

  • Francisco Antonio Silva Filho, Universidade Federal do Piauí (UFPI)

    Doutorando em Filosofia PPGFIL UFPI. Mestre em Filosofia PPGFIL UFPI.

Referencias

CIRNE-LIMA, Carlos. Dialética para principiantes. 3. ed. São Leopoldo, RS: Editora Unisinos, 2008.

FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro/São Paulo: Paz & Terra, 2019.

HEGEL, Georg Wilhelm Friedrich. Fenomenologia do Espírito. 2. ed. Tradução de Paulo Meneses. Petrópolis: Vozes, 1992.

HEGEL, Georg Wilhelm Friedrich. Linhas fundamentais da filosofia do direito, ou direito natural e ciência do Estado em compêndio. Tradução de Paulo Meneses et al. São Leopoldo, RS: Ed. UNISINOS, 2010.

HEGEL, Georg Wilhelm Friedrich. A razão na história: introdução à filosofia da história universal. Tradução de Arthur Morão. Lisboa: Edições 70, 1995.

HONNETH, Axel. Luta por reconhecimento: a gramática moral dos conflitos sociais. Tradução de Luiz Repa. São Paulo: Ed. 34, 2003.

HONNETH, Axel. Sofrimento de indeterminação: uma reatualização da filosofia do direito de Hegel. Tradução de Rúrion Melo. São Paulo: Editora Singular, Esfera Pública, 2007.

HONNETH, Axel. O direito da liberdade. Tradução de Saulo Krieger. São Paulo: Martins Fontes, 2015.

SAVIANI, Dermeval. História das ideias pedagógicas no Brasil. Campinas: Autores Associados, 2008.

SILVA, Camila Téo da. A gênese da pedagogia do oprimido: o manuscrito. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. São Paulo, 2017.

WEBER, Thadeu; KIRSTEN, Kassius. Reconhecimento e autorrealização: um caminho para a construção da liberdade em Hegel. Conjectura: Filosofia e Educação, Caxias do Sul, v. 22, n. 1, p. 121-135, jan./abr. 2017.

WOHLFART, João Alberto. Filosofia e Educação: diálogo entre Hegel e Paulo Freire. Revista Práxis, v. 1, n. 1, p. 64-78, 2015.

Publicado

2026-09-09

Número

Sección

Filosofía Clásica Alemana: Recepción y Lecturas en América Latina

Cómo citar

LIMA, Francisco Jozivan Guedes de; SILVA FILHO, Francisco Antonio. La dialéctica de la liberación en Hegel y Paulo Freire: una recepción crítica. Revista Opinião Filosófica, Porto Alegre, v. 17, p. e1364, 2026. DOI: 10.36592/opiniaofilosofica.2026.v17.1364. Disponível em: https://mail.opiniaofilosofica.org/index.php/opiniaofilosofica/article/view/1364.. Acesso em: 24 oct. 2026.